Por Ricardo Drygalla – Siga 2R Consultoria
“A estratégia que não chega ao chão da empresa é só uma boa intenção com PowerPoint.”
Você já viu esse filme:
A diretoria se reúne, pensa grande, define metas ambiciosas, lança um novo plano estratégico cheio de boas ideias… e três meses depois, a operação segue exatamente como antes.
Nada muda. Ou pior: muda só no discurso.
O time segue confuso, os líderes intermediários fingem que entenderam, e a equipe da ponta — que deveria executar — sequer sabe por onde começar.
É o clássico divórcio entre estratégia e execução.
A teoria é linda. Mas e a prática?
Segundo o professor Frank Cespedes, da Harvard Business School, um dos maiores desperdícios empresariais acontece quando a estratégia não conversa com a realidade comercial da empresa.
Ou seja: o plano é brilhante, mas não tem aderência.
É técnico, mas não é prático.
É inspirador, mas não é treinável.
E, nesse cenário, a culpa nem sempre é da estratégia. Às vezes, é da forma como ela é comunicada, traduzida ou sustentada no dia a dia.
3 erros clássicos que sabotam a execução
- Delegar sem capacitar
Dizer “vamos subir o ticket médio em 20%” sem ensinar como vender mais valor é como pedir para escalar uma montanha sem corda nem mapa. - Metas que não descem até a base
Muitos líderes acreditam que o plano estratégico é coisa da alta gestão. Resultado: a equipe operacional nem sabe o que se espera dela, muito menos por que. - Falta de acompanhamento real
KPI sem feedback é número solto. Plano sem rotina de gestão é desejo sem direção.
Execução exige repetição, não inspiração
A ilusão da estratégia está em achar que ela muda o jogo sozinha. Mas, na prática, o que muda o resultado é o comportamento repetido da equipe em campo.
Quer testar sua execução?
Escolha uma unidade da sua empresa. Vá até lá. Pergunte a três colaboradores de áreas diferentes:
“Quais são os três principais objetivos da empresa para este ano?”
Se as respostas forem vagas, contraditórias ou inexistentes… sua estratégia está morando no slide, não na operação.
Como conectar prancheta e campo
- Traduza a estratégia em ações simples e mensuráveis
Toda meta precisa de um plano tático por área, com responsáveis, prazos e critérios de sucesso claros. - Alinhe a liderança intermediária
Supervisores e gerentes são os verdadeiros condutores da execução. Se eles não estiverem engajados, ninguém mais estará. - Crie uma cadência de gestão
Reuniões rápidas, indicadores visuais, feedback constante. A execução só se mantém viva se tiver ritmo.
A boa estratégia não é a mais criativa.
É a que vira rotina.
Na Siga 2R, costumamos dizer que estratégia sem execução é só retórica bonita.
E execução sem estratégia… é só gente ocupada correndo sem direção.
A força está no encontro entre as duas.
É isso que transforma intenção em resultado. E resultado em legado.
E na sua empresa, onde a sua estratégia está parando?
📩 Se você sente que sua empresa está cheia de ideias boas que nunca saem do papel, compartilhe esse texto com a equipe. Ou fale com a gente — podemos ajudar a tirar o plano da parede e colocar no chão.





